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o Manifesto Futurista

  As vanguardas europeias surgiram no inicio do seculo XX e foi um movimento formado por grupos de pessoas que por seus conhecimentos tiveram um papel de percursores em determinado momento cultural artístico e científico. Não aconteceram de forma uniforme foi um conjunto de tendências artísticas muitas.
  
  Sua proposta era o sentimento de liberdade criadora e o desejo de romper com o passado e expressão de subjetividade e certo irracionalismo. Tendo em vista esse princípio uma das vanguardas que se destacaram por essas propostas foi o futurismo.
  
  Em 1909, o italiano Filippo Tommasio Marinetti publicou no jornal parisiense Le Fígaro o Manifesto Futurista, onde as propostas representa uma verdadeira revolução literária e artística, entre elas destacam-se o modo como os escritores se expressavam com tanta sensibilidade, como Mário de Sá-Carneiro escrevia,  destruição da sintaxe, das  palavras em liberdade, empregos de verbos no infinitivo, abolição de adjetivos e advérbios, abolição da pontuação. 


Manifesto Futurista publicado no Le Figaro, 1909


  Nas artes, tanto na pintura quanto na escultura como nas obras de Giacomo Balla, que nas sua telas são comuns elementos que sugerem velocidade e mecanização da vida moderna.
  
  Em uma das propostas do manifesto ele diz que: "Não há mais beleza, a não ser na luta. Nenhuma obra que não tenha um caráter agressivo pode ser uma obra-prima. A poesia deve ser concebida como um violento assalto contra as forças desconhecidas, para obrigá-las a prostrar-se diante do homem." (Richard Humphreys, Futurismo, Cosac & Naify, 2001, p. 11)

  O movimento é agressivamente dirigido para o futuro, pregando a destruição da arte anterior (simbolista, impressionista, naturalista, etc.). Destaca-se por seu individualismo e sentimentalismo, cultuando em contrapartida a mudança, a invenção, a velocidade, a produção, a máquina, a glorificação do patriotismo e da guerra, as multidões.


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