Pular para o conteúdo principal

Dynamism of a Dog on a Leash

Dynamism of a Dog on a Leash (1912)

  • Data de criação
  • 1912
  • Autores
  • Giacomo Balla
  • Técnica
  • utilizada para produzir a obra:
  • óleo sobre tela

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

“A Um Suicida”, de Mário de Sá-Carneiro

À memória de Tomás Cabreira Júnior Tu crias em ti mesmo e eras corajoso, Tu tinhas ideais e tinhas confiança, Oh! quantas vezes desesp'rançoso, Não invejei a tua esp'rança! Dizia para mim: — Aquele há-de vencer Aquele há-de colar a boca sequiosa Nuns lábios cor-de-rosa Que eu nunca beijarei, que me farão morrer A nossa amante era a Glória Que para ti — era a vitória, E para mim — asas partidas. Tinhas esp'ranças, ambições... As minhas pobres ilusões, Essas estavam já perdidas... Imersa no azul dos campos siderais Sorria para ti a grande encantadora, A grande caprichosa, a grande amante loura Em que tínhamos posto os nossos ideais. Robusto caminheiro e forte lutador Havias de chegar ao fim da longa estrada De corpo avigorado e de alma avigorada Pelo triunfo e pelo amor Amor! Quem tem vinte anos Há-de por força amar. Na idade dos enganos Quem se não há-de enganar? Enquanto tu vencerias Na luta heroica da vida E, sereno, esperarias Aquela segunda vida Dos bem-fadados da ...

El Funeral del anarquista Galli

El  Funeral  del  anarquista Galli  ( 1911) Artista :  Carlo Carrà Dimensões :  1,99 m x 2,59 m Localização :  The Museum of Modern Art Material :  Tinta a óleo Criação :  1910–1911 Período :  Futurismo Disponível em:   https://www.elcuadrodeldia.com/post/117588090338/carlo-carr%C3%A0-el-funeral-del-anarquista-galli

"Dispersão", de Mário de Sá-Carneiro

  Dispersão Perdi-me dentro de mim  Porque eu era labirinto,  E hoje, quando me sinto,  É com saudades de mim.  Passei pela minha vida  Um astro doido a sonhar.  Na ânsia de ultrapassar,  Nem dei pela minha vida...  Para mim é sempre ontem,  Não tenho amanhã nem hoje:  O tempo que aos outros foge  Cai sobre mim feito ontem.  (O Domingo de Paris  Lembra-me o desaparecido  Que sentia comovido  Os Domingos de Paris:  Porque um domingo é familia,  É bem-estar, é singeleza,  E os que olham a beleza  Não têm bem-estar nem familia).  O pobre moço das ânsias...  Tu, sim, tu eras alguém!  E foi por isso também  Que te abismaste nas ânsias.  A grande ave dourada  Bateu asas para os céus,  Mas fechou-as saciada  Ao ver que ganhava os céus.  Como se chora um amante,  Assim me choro a mim mesmo:  Eu fui amante inconstante  Que se traíu...